Maternidade, a viagem mais maluca de todas - Bus 142
EU E A CRIA

Maternidade, a viagem mais maluca de todas

Quando eu criei o Bus 142 o que eu queria era compartilhar minhas experiências de viagem. E o que eu queria da vida era mesmo viajar. Tudo isso me serviu bem, obrigada por bastante tempo, mesmo que eu sempre tenha tido uma relação difícil com a criação de conteúdo: o que as pessoas querem ver? Mas quem são as tais pessoas? Será que isso que eu to escrevendo é relevante? Afinal, o que é relevante? Questões.

E no meio de todas essas reflexões, textos, rascunhos infinitos, viagens que saíram do papel mas nunca vieram pro blog e viagens que só ficaram na minha cabeça mesmo, a vida aconteceu, assim como John Lennon já tinha dito que seria. Nesse caso, a vida aconteceu literalmente falando, e no meio de um período de furacão na minha vida, fui mãe.

Sabe o que acontece quando você vira mãe? Primeiro que o cabelo cai. Depois que você não tem mais tempo pra nada. E quando surge uma fraçãozinha de tempo, você está emocionalmente desgastada e simplesmente quer olhar pro teto e cantar uma música que não seja Mundo Bita, só que é impossível.

Conforme as coisas foram se organizando, a vontade de voltar a me expressar pelo blog foram aumentando outra vez. Pra ser sincera, esse texto já passou por uns 3 rascunhos completamente diferentes, e se não postar ele dessa vez provavelmente haja uma quarta, quinta, décima vez. Então sinto que chegou a hora de dizer: voltei!

Quero contar uma história aqui. Quando você descobre que vai ser mãe e que tem um serumaninho dentro da sua barriga (PENSA NISSO SÓ UM MINUTINHO SÓ) vem uma enxurrada de pensamentos, emoções e medos. E no meio de tudo isso que sem exagero nenhum chamo de tsunami de emoções, consegui identificar um pensamento em destaque: será que eu nunca mais vou viajar?

Acho que nunca mais eu vou viajar – ou fazer qualquer outra coisa – como eu fazia antes. Pensando só em mim, planejando com calma, tendo meu tempo com pouquíssimos imprevistos. Mas em compensação agora tem um carinha muito da hora e curioso sempre do meu lado, e dá pra eu sair mostrando esse mundão pra ele! E eu não tenho nem meme pra explicar como isso é maravilhoso e me faz feliz.

Hoje, se eu pudesse, voltaria em 2017, abraçaria a Mari grávida e dramática daquela época e diria: Claro que você vai viajar de novo! Tudo a seu tempo. Mas na moral faz uma drenagem que seu pé pode dobrar de tamanho de tão inchado e você não quer descobrir como isso dói.

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